Em toda biografia que mereceu o relato…

Diz Rajmani Tigunai:

There is a turning point in every individual’s life, and during those moments, each of us is accompanied by divine protection and guidance. Every event, regardless of how bitter and unpleasant it may seem, is a direct expression of divine will and contains the seeds of higher good.

Em toda biografia que mereceu o relato, podemos identificar tais momentos. E, muitas vezes, quando ocorrem não deixam evidente a sua repercussão determinante, a qual só percebemos quando a vida se completa. No entanto, eles ocorrem e repercutem. Para aquele que vive, pode ser dificílimo mirá-los com o otimismo e a segurança do pandit, porque, embora a transformação decorrente se faça perceptível com o tempo, às vezes não há pistas de que seja importantíssima e sempre para o melhor. Ah! sem a religião, a miséria convida ao inferno! E sem um mínimo de confiança, um mínimo de boa disposição para com a vida, é muito fácil desistir.

A meta invisível

De Stefan Zweig:

Mas só nos primeiros anos da juventude o acaso ainda parecia idêntico ao destino. Mais tarde sabemos que a verdadeira trajetória da vida é determinada por uma força interior: por mais que o nosso caminho pareça se desviar sem sentido dos nossos desejos, sempre afinal nos conduz à nossa meta invisível.

Não há como negá-lo, e como não há como negar que a tal meta é sempre existente, embora não necessariamente invisível. O que alcançam as mentes mais desenvolvidas é defini-la, ou apreendê-la, e conscientemente agir em conformidade com ela. Porém, há sempre aquela discrepância oriunda da imperfeição humana que faz com que os atos nem sempre estejam em harmonia com aquilo que se quer. O resultado é que a meta definida altera-se um pouco na realidade, isto é, a trajetória se ajusta segundo as ações reais. Exatamente por isso, mesmo para aqueles que o ignoram por completo, a meta invisível se cria e se desenvolve orientada pelo desejo que se manifesta nas ações.

Algo deveras divertido na literatura brasileira…

Algo deveras divertido na literatura brasileira é ver como se confrontam os regionalismos e como interagem as rivalidades entre os estados, com representações as mais diversas e sempre muito pessoais. O “paulista”, o “gaúcho”, o “mineiro”, o “baiano” são definições vagas que, no entanto, refletem experiências reais. O paulista trabalha, o gaúcho briga, o mineiro dissimula e o baiano não coincidentemente veio por último nesta enumeração. E tanto como é possível reconhecer a veracidade nas qualidades a eles atribuídas, é possível rejeitá-las por completo, de forma que em ambos os casos se estabelece um contato verdadeiro com a experiência pessoal. É mesmo interessante este campo de infindáveis e divertidíssimas ironias que hão de perdurar enquanto existir esse país.

O mais difícil na evolução da personalidade…

O mais difícil na evolução da personalidade é despegar-se dos laços que vão sendo criados conforme o impacto positivo proveniente de determinadas descobertas. Chega o momento em que, já tendo cumprido sua função edificante, deixam de contribuir. Então é necessário abandonar o hábito delas oriundo; é necessário substituí-lo por outro mais condizente com o estado atual. Isso não se faz sem algum incômodo; não fazê-lo, porém, é provocar a estagnação.