É mesmo uma pena notar que, para o estudante normal, não seja possível aprender em profundidade senão um punhado de línguas, algumas das quais, a bem da verdade, talvez nunca se aprenda suficientemente. E então depende-se de traduções que, via de regra, escondem qualidades do original. O mais lamentável é não se apreender particularidades belíssimas de idiomas distantes, que alterariam por completo a compreensão que se faz de suas obras. Algumas vezes, com muita felicidade, uma tradução fornece vislumbres de tais particularidades; e, captando-os, ficamos com o sentimento triste de que, nesta vida, não será possível conhecê-las melhor…