É uma loucura que se tenha chegado a afirmar, e se tenha chegado a admitir que a filosofia é ocupação para quem gosta de “argumentos abstratos”. Isso demonstra o quão corruptora é a ação das universidades. Se não houvesse mais nada, a etimologia da palavra deveria ser suficiente para refutar o disparate. Mas, em verdade, a nova definição é mesmo mais precisa para retratar a leva moderna de filósofos, muito mais afeiçoados ao argumento que ao conhecer. A prática acadêmica criou esse novo tipo, impugnando dos forasteiros as credenciais para exercer a velha ocupação. Deve ser dureza ter de levá-los a sério em troca de um pagamento mensal…