Todo país depende de um punhado de homens de vasta cultura que, depois de velhos, difundem as descobertas de seus estudos e as percepções de sua vida intelectual. São eles que apresentam autores desconhecidos, colocam novos termos em circulação, recomendam obras a serem traduzidas, norteiam editoras, e por aí vai. A eles cabe a designação de elite intelectual. A longo prazo, somente a sua influência é perceptível. E se sozinhos não definem, sozinhos alteram o horizonte de ideias e autores discutidos em todo um país.