Talvez ainda não tenha sido escrita a obra que documenta a deterioração nas relações cotidianas em razão da justificável aversão às empresas, que cristaliza-se num reflexo repelente a qualquer tipo de abordagem inicial. O homem que, hoje, possuir um número de celular, e caminhar diariamente por avenidas comerciais metropolitanas, terá de desenvolver um escudo antiempresas; do contrário, passará boa parte do dia lhes dando atenção. E como estas, perspicazes, estão sempre desenvolvendo novos meios de “humanizar” o assédio, o escudo acaba, cedo ou tarde, voltando-se contra pessoas comuns. O fenômeno está aí, suas vítimas pululam, e mereceria louros aquele que justificasse objetivamente a resultante falta de educação.