A crítica é por vezes demasiado óbvia, e quando se limita a salientar aquilo que há de seguro, pode passar uma falsa impressão. O exemplo é aquele autor pouco conhecido, preterido por outras figuras de seu tempo, mas em cujas páginas percebe-se claramente o esforço original. Para passar uma imagem justa de sua obra, a crítica tem de destacar esta rara qualidade, que valoriza o todo e é sobressalente perante os defeitos. Nestes casos, se é para dizer algumas poucas palavras, é muito melhor que se limitem àquilo que não é comum.