Algo que salta aos olhos nos grandes feitos mais recentes da humanidade, boa parte relacionada à tecnologia, é que nenhum deles possui grandiosidade comparável aos grandes feitos do passado. Tal se nota por serem os primeiros predominantemente feitos isolados da inteligência, para os quais não se exigiu maiores virtudes. Em contrapartida, temos os loucos dos séculos precedentes, cujas façanhas sempre começam por um inalienável risco pessoal. É verdade que, valendo-se de parâmetros distintos, é possível optar por aqueles, em razão de acarretarem transformações mais acentuadas. Mas não há talvez nenhum destes novos consagrados cuja mera ideia de embarcar num veleiro e meter-se com instrumental precário num mar tempestuoso, ou desbravar a pé um território desconhecido, não provoque o máximo terror.