Não há homem suficientemente passivo…

Não há homem suficientemente passivo que chegue à velhice e, olhando para trás, seja capaz de justificar-se como vítima da vida que levou. Isso nunca é possível, e notá-lo escancara uma preciosa lição. Há sempre uma ação que sucede as imposições do destino, e é nela que se grava a marca pessoal. Numa biografia, tais ações ficam em evidência, e assim como não se pode separá-las dos acontecimentos que as motivaram, também não se pode daqueles que, por elas, vieram a se passar. Afinal, é sempre possível apontar o peso da responsabilidade individual.