O problema das relações é que, em geral, o que se ganha delas é pouco perante o que se tem de fazer para sustentá-las; quer dizer, assim é para as relações comuns, e quando tal não ocorre, nas raras vezes em que tal não ocorre, aí se encontrou uma relação de valor. Para esta, que se estabelece e se mantém com naturalidade, sem que as partes tenham de falsificar-se ou fingir temporariamente ser aquilo que não são, o esforço que se faz é para cultivá-la, não deixando que esmoreça pela distância, nem que se deteriore pela banalização. Ainda assim, há o risco de que acabe presa das circunstâncias, sujeita à dinâmica da vida, e portanto corre o risco de perecer. Mas basta uma única relação desta natureza, e muda-se completamente a ideia que se faz de viver.