A injustiça é uma oportunidade. Quando ocorre, há uma gama de reações possíveis. As mais comuns são as mais naturais, e variam da tristeza, do desalento, à indignação. São manifestações compreensíveis, porém irrefletidas. Não impressionam, nem engrandecem. A injustiça, porém, enseja o crescimento pessoal, enseja não somente o não se deixar afetar por ela, o dominá-la, mas também o exercício da mais autêntica compaixão. Nestes momentos, é possível elevar-se acima da natureza, é possível ser grande e perdoar. E, realmente, poucas imagens marcam tanto quanto aquela do injustiçado que, maduro e compassivo, superou a injustiça sem guardar rancor.