Alguns dirão faltar um Walt Whitman, faltar um Eliot; contudo, o que há de mais evidente na poesia brasileira é que os bons poetas contam-se às dezenas, e isso não é pouca coisa. Poetas como Maranhão Sobrinho, Junqueira Freire, Raul de Leoni, José Albano, Venceslau de Queirós não costumam ser sequer mencionados em antologias e compêndios. A tradição, por sua vez, já ostenta alguns séculos de consistência e solidez. E por mais que, após uma análise superficial de novos e velhos poetas, de temáticas batidas ou importadas, se possa ceder ao impulso de menosprezar o todo, o estudo aprofundado não deixa dúvida quanto a tremenda tolice de fazê-lo. A poesia brasileira é ótima; e nada mais é preciso dizer.