Às vezes, o meio pode ser deveras impeditivo. E, portanto, tem fundamento a sensação de estar-se preso nele. Nestes casos, a vontade sincera não é suficiente para transformá-lo: o hábito, sobretudo, cristalizou uma estrutura complexa e invencível. Invencível, desde que se queira fazer parte dela, desde que se queira usufruir de algo dela ou, simplesmente, não se esteja disposto ao constrangimento de romper com ela. Porque esta é a verdade: é sempre possível proceder com esta última opção. E, caso a evolução seja prioridade, não há alternativa senão fazê-lo — para descobrir, depois do ato corajoso, que o tal constrangimento era algo bem ordinário.