Gilberto Freyre, Mário Ferreira dos Santos e Otto Maria Carpeaux: três autores que, sozinhos, poderiam transformar o Brasil numa nova civilização. Adicione-se aí, para ficar só neles, as dezenas de ótimos poetas que o país já produziu, e então se teria um painel literário amplo e fecundo, suficiente para lançar as bases de uma sólida formação intelectual. Tudo isso já existe, e está disponível para quem se interessar. É conhecê-los e ver o quão tola é a tal afirmação de que “a literatura brasileira não presta”. A nova civilização, no entanto, pode ser que não venha nunca; mas os rebentos da que houve já se provaram dignos de algum espaço no relicário da cultura universal.