É bem possível que a modernidade tenha conseguido ridicularizar para sempre o “ceticismo”, o “espírito investigativo” e o apreço à racionalização. Ao menos, já não inspiram o respeito que inspiravam no início do século passado semelhantes atitudes. O sujeito começa um relato, e faz questão de ressaltar, desde o início, as qualidades de sua mentalidade ocidental, que submeteu ao mais criterioso escrutínio tudo quanto vai adiante; durante o relato, interpola confissões de dificuldade em aceitar o relatado, em razão de sua racionalidade, etc., etc. Se, algum dia, tais trechos suscitavam admiração para com o orador, hoje, como dizer?, não fazem senão esticar um sorriso idêntico aquele que se estica nos lábios de alguém que se depara com uma manifestação supinamente infantil.