Demora muito para separar-se da cultura vigente, ainda que de forma parcial, e habilitar-se a enxergar a filosofia e a história com lentes menos contaminadas. Às vezes, uma vida não basta. E por isso são afortunados aqueles que cedo conseguem definir o que buscam do estudo, então traçando um plano mais ou menos definido de investigação. Com uma meta visível, fica mais fácil aprofundar-se e consequentemente descobrir o que, no início, nem dava pistas de existir. Daí se abre um novo mundo, alienando permanentemente aquele que o consegue enxergar. O esforço compensa; embora, sem dúvida, não seja um processo indolor.