É fácil imaginar o desprezo de um intelectual…

É fácil imaginar o desprezo de um intelectual ocidental ao percorrer algumas páginas de literatura oriental, e fácil entender as razões de seu desprezo. Ocorre, porém, que ele repara a ausência de seu padrão costumeiro, mas não se questiona sobre o fundamento do que lê. Fizesse isso, talvez abriria uma porta. Talvez mudasse, talvez crescesse, talvez aprendesse algo novo, que jamais imaginou. Mas a ignorância é desses pecados que não se admite. Reconhecer que, com uma vida inteira nas costas, não se percebeu o essencial… É muito mais confortável desperdiçar também o que resta dela.