É curioso como a mente, a despeito de desconhecer limites para a intensidade com que experimenta seus estados, dificilmente consegue reconstituí-los com precisão. Com muito maior facilidade relembra atos cometidos, mesmo que estes tenham gerado efeitos psicológicos menos intensos, ou até nulos. Isso parece demonstrar que os estados psicológicos marcam somente enquanto indutores de alguma ação real; e é esta, afinal, que os torna recordáveis. Disso se pode extrair um preceito muito útil: quando se quer que um estado de espírito perdure, deve-se agir sob sua influência; quando se quer esquecê-lo, basta confiar à inação o seu dissipar.