Há experiências inexplicáveis, cuja dimensão…

Há experiências inexplicáveis, cuja dimensão só é apreensível para aquele que as viveu em primeira pessoa. Uma dessas, sem dúvida, é a patifaria da modernidade. A quantidade de mentiras que, hoje, se ensina nas escolas, ou melhor, a quantidade de mentiras as quais os alunos assimilam não apenas como certezas, mas com veneração, é algo que homens de outras épocas poderiam compreender apenas superficialmente. Falsificações completas, como a história da Revolução Francesa, ou a biografia de figuras como Newton, Descartes, Maquiavel, ou o surgimento da chamada ciência moderna, ou a história da Inquisição, da Igreja Católica, da escravidão, e a lista não acaba, é preciso tê-las engolido e digerido muito bem para, anos depois, poder-se chacoalhar com o espanto devido ao vê-las incontestavelmente desmascaradas por uma pilha imensa de livros e documentos. Tudo mentira! Tudo, tudo, saturado de segundas intenções! Daí, então, sente-se o desprezo que a modernidade merece, e só um bom moderno é capaz de senti-lo.