Há na mente uma antena cujo funcionamento…

Há na mente uma antena cujo funcionamento há de ser estudado, e da qual frequentemente derivam as melhores deliberações. É difícil compreendê-la porque, às vezes, as circunstâncias não bastam para lhe justificar a atuação. O caso corriqueiro é aquele em que estas permanecem as mesmas por um tempo prolongado, não raro por anos, e a antena permanece silente, sem captar ou emitir qualquer sinal. Então, subitamente, ela desperta, captando de uma só vez conexões infinitas, recomendando a ação imediata, urgente, antes mesmo que se defina aquilo que se há de fazer. Dá-se em seguida o fervedouro de ideias, e sobrepõe-se à tentativa de organizá-las a sensação de que muito tempo se perdeu. A agitação chega a doer; se é noite, não se pode dormir. Enfim, após algum punhado de horas eletrizantes, o pensamento se ordena e permite a deliberação. Que satisfação vem depois!