Já bem longe do gulag e da Sibéria, um dos fugitivos do grupo de Slavomir Rawicz, impressionado com a hospitalidade de mongóis e tibetanos, reflete, dizendo que “these people make me feel very humble. They do a lot to wipe out bitter memories of other people who have lost their respect for humanity”. E, realmente, é difícil imaginar como é possível que estrangeiros imundos, aos trapos, com o aspecto medonho de quem atravessou a pé a Sibéria e o Deserto de Gobi, grunhindo fonemas estranhos de uma língua desconhecida, possam ter sido, via de regra, recebidos por camponeses como irmãos. O oriente é mesmo especial… E se também não escaparam da corrupção e da maldade, os orientais nunca deixaram de assinalar de todo as qualidades que os distinguem dos outros animais.