Já se disse que o escritor é aquele para quem a vida não basta. E, sem dúvida, satisfazer-se com a experiência é um elemento variável da psicologia individual. O mais das vezes, a vida que se leva é medíocre, desprovida de eventos se não marcantes, sobressalentes à experiência comum. Alguns não podem aceitá-lo, quer pelo brio, quer por uma vontade inata de mais conhecer e mais experimentar. Aqui, sai a literatura não como consolo, mas como necessidade, como completando as inumeráveis lacunas da experiência. Sem ela, parece a vida insuportavelmente desinteressante. Novamente, trata-se de uma questão de psicologia individual, e jamais a entenderão aqueles que não apresentam semelhante disposição.