Num relato pessoal, observa-se que a sinceridade, quando autêntica, faz com que o interlocutor tolere praticamente tudo. Quando não condescendência, obtém ao menos boa vontade e compreensão. Assim, por exemplo, com o arrependimento sincero, causador de uma simpatia instantânea, muito distinta do sentimento que brota no interlocutor ao se deparar, em idêntico relato, com o adendo da justificação. Porque, no fundo, reage-se sempre ao sentimento motivante, e não é preciso submeter-se a um treino especializado para diferenciar de pronto a franqueza do amor-próprio.