Decerto, minha sorte foi ter devorado…

Liberdade… Decerto, minha sorte foi ter devorado livros de finanças antes de descobrir a literatura, quer dizer, ter entendido a mecânica do dinheiro antes de cometer a insanidade de largar tudo para me tornar escritor. Assim, pude fazer algo que ninguém me ensinaria: estruturei um plano financeiro, paralelo ao plano de estudos para me capacitar a escrever. Preparei-me, através de um planejamento que ainda segue, para chutar o balde com segurança. Será que houve, alguma vez, escritor sem recursos com a mesma sorte? Fui salvo por esta circunstância especialíssima. Sem ela, se eu tivesse entrado em contato com esse papo de liberdade, acabaria muito, muito mal.