Tudo é questão de estar atento. E quando os sinais não escapam, é mesmo de se espantar. O sujeito toma uma resolução firme sobre qualquer coisa e, a partir deste momento, tudo parece convergir para que ele se traia. Basta fazer o teste. A princípio, a realidade exaspera. Porém, se a traição não se consuma, e portanto o espírito não sucumbe, se este se livra da armadilha da resolução e, em vez de cair, vence as tentações e persevera, há muito que pensar. Ora, se o movimento concomitante ocorre deveras, e não se trata de fantasia, resulta que tipo de conclusão? Da menor possível, é esboçá-la e perceber que, quando se pode rir da realidade vivida, ciente de suas implicações e do caráter daquilo que foi possível superar, brota uma tremenda — e talvez perigosa — satisfação.