É uma noção um tanto besta esta de que, a cada novo poema, o autor tem de “inventar”. E vai associada a esta outra de que o maior poeta é aquele que executou o maior número de fórmulas, que abarcou o maior número de possibilidades construtivas, que, enfim, “não se repetiu”. É por isso que os manuais de versificação, após determinado momento, começam a cansar. O mesmo se dá com os tratados de estilística. Há um ponto em que o essencial parece há muito ultrapassado, e as linhas passam a versar sobre o irrelevante. O estudante fica com a sensação de que o seu nobre interesse se rebaixa, e a própria arte é coisa de pequeno valor.