Alguns hábitos são imunes à condenação mental e, não importa o quanto sejam evitados, permanecem ali, latentes, como uma tendência que se manifestará na primeira ocasião. Nestes casos, não há como desarraigá-los senão por uma ação abrupta e violenta, que não costuma vir se não motivada por intensa aflição. Assim que acaba sendo necessário, e positivo, que se padeça toda a corrupção deles proveniente, até um ponto em que o desgaste é tanto, a repugnância é tanta, que a razão, aborrecidíssima e exacerbada, encontra a força necessária para dizer “nunca mais”.