Algo deveras divertido na literatura brasileira é ver como se confrontam os regionalismos e como interagem as rivalidades entre os estados, com representações as mais diversas e sempre muito pessoais. O “paulista”, o “gaúcho”, o “mineiro”, o “baiano” são definições vagas que, no entanto, refletem experiências reais. O paulista trabalha, o gaúcho briga, o mineiro dissimula e o baiano não coincidentemente veio por último nesta enumeração. E tanto como é possível reconhecer a veracidade nas qualidades a eles atribuídas, é possível rejeitá-las por completo, de forma que em ambos os casos se estabelece um contato verdadeiro com a experiência pessoal. É mesmo interessante este campo de infindáveis e divertidíssimas ironias que hão de perdurar enquanto existir esse país.