Ah, recordações!… É mesmo algo indescritível…

Ah, recordações!… É mesmo algo indescritível brincar de revivê-las, experimentando mentalmente aquilo que não se pôde viver. Dizer o que não se teve coragem, estender um momento que o acaso interrompeu… E então ficar a refletir no que poderia ter sucedido. É verdade: o mais das vezes, nada extraordinário, e o exercício não passa de uma brincadeira imaginativa. Extrai-se dele algum prazer; mas, afinal, conclui-se ter ocorrido o que havia de ocorrer.