As biografias e, especialmente, as autobiografias de grandes homens exercem um fascínio que dificilmente pode ser igualado. Mormente estas em que o impossível é fato consumado, que nos convencem que ele acontece e pode acontecer. Daí que só com muito esforço se tornam tediosas. O mais das vezes, transmitem essa noção perfeita e fundamental de haver um sentido no todo, algo cujo não percebê-lo é o que cola a uma biografia o epíteto de medíocre. Por sorte, estas não fazem boas histórias, e raramente temos de encará-las. Nas outras vezes, ficamos diante de páginas que não temos vontade de largar.