Dez anos de estudo independente bem estruturado colocam o estudante acima de qualquer professor universitário brasileiro que não tenha sido, também, um bom estudante independente. Não faz diferença a área de atuação: a academia não forma, sozinha, intelectuais dignos do nome, e não lhes confere a integração necessária do conhecimento especializado no conhecimento geral. As razões para tal podem ser debatidas, não o fato escandaloso de que a especialização o mais das vezes restringe o horizonte intelectual ou, antes, de que os especialistas se mostram míopes para qualquer coisa que extrapole sua restrita área de especialização. É curioso porque, em tese, não há erro estrutural aparente: a especialização só é possível após a graduação. Mas esta parece insuficiente, se não perniciosa, e não produz graduados prontos para se especializar.