É tão libertador quanto impopular rejeitar todos os rótulos, não se aferrar a nada, permitir-se dizer sempre aquilo que se quer. Filosofar sem o título de filósofo, fazer versos sem o título de poeta, escrever sem angariar nunca o título de escritor. Assim é possível fazer tudo isso de maneira autêntica, isto é, empregando meios de expressão autênticos na tentativa de responder os problemas que a experiência estipulou. Título nenhum dará gratificação semelhante a esta, de saber-se, de sentir-se a empregar o tempo em questões de importância pessoal. E se nada resultar do esforço, restará ao menos a sensação reconfortante de que a atenção foi direcionada às questões que a vida prescreveu.