Fadiga

Fadiga, esgotamento total. Sensação de ter visto todos os exemplos cedo demais. Condutas demasiado previsíveis, desinteressantes… Nada de novo, nunca. Repetição que começa a irritar. Desencanto absoluto, desejo de paralisar o tempo, negrejar todas as cores, anular a realidade…

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Tirania sem fim

Buscar sentido através de fenômenos externos é mecanismo que, apesar de comum, jamais levará o ser à independência. Atrelar-lhe o valor a juízos incontroláveis, quando não simplesmente injustos, é nivelar-se por baixo e evidenciar carência de autonomia. Pior é ver que a aceitação, quando efetivada, não faz senão apontar os tipos de rebanho — maioria absoluta — que, apesar de não perceberem, jamais deixarão a condição de vassalos, porquanto enxergar o meio como soberano é submeter-se a uma tirania sem fim.

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Entre humildade e vergonha

De início, sentar-se voluntariamente no banco dos réus. Então proceder com a própria condenação. O resultado óbvio: a contraindicação de si mesmo. Perda das ilusões, talvez alguma apatia, silêncio e muitas horas de reflexão. Assim, entre humildade e vergonha, é possível traçar algum plano de ação…

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A consciência manifesta-se travando conflito

Uma análise psicológica apurada evidencia que a consciência manifesta-se travando conflito. Em outras palavras: a consciência não é senão uma reação, uma manifestação contrária a impulsos psicológicos naturais. Deixá-la falar, pois, é rebelar-se contra o próprio gênio, dando azo a uma guerra talvez desnecessária, porquanto se vive naturalmente sem que toda ação envolva esse desagradável conflito interior. Disse desnecessária; pois bem: são destas que se extrai qualquer honra possível.

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