O computador foi uma invenção magnífica; o telefone, não. Este matou as cartas, instrumento muito mais útil, muito mais refinado de comunicação. As cartas exigiam que se refletisse naquilo que se ia comunicar ao destinatário; o telefone, tornando a comunicação instantânea, tornou-a também irrefletida, e afinal vulgarizou completamente as relações. Como má invenção que foi, evoluiu para outra pior: o celular. Deste cidadão, que fique desde já proclamado que quaisquer qualidades que porventura possua são nada perante os malefícios terríveis que realizou. Já é preciso estabelecer uma nova definição para o ser humano que malgasta horas de seu dia com a cara enfiada nesse bicho, não apenas queimando o tempo, mas danificando continuamente as suas funções cerebrais. No futuro, não há dúvida de que esse entorpecente será exibido ao lado dos instrumento de lobotomia nos museus.