Neste último mês de julho, completei sete anos sem assistir a nenhum filme. Não fizeram falta. E se penso naquele velho hábito, de assistir a pelo menos um por semana, numa noite de sábado ou domingo, não sinto saudade. Afinal, quantas horas não foram perdidas em experiências decepcionantes? A evolução do cinema é lamentável: as produções encareceram muito, e obviamente têm de se pagar. Como consequência, as histórias precisam atingir ao menos um ponto sensível na mente do espectador médio; do contrário, não vingam. Assim, é impossível não ceder às fórmulas prontas, que desencadeiam naquele de imediato toda uma série de emoções. Dezenas de colaboradores são contratados e treinados para tal. As produtoras entram com somas homéricas, e o cineasta nada pode fazer. Cada um que faça com o tempo de que dispõe aquilo que lhe apetecer; de minha parte, porém, visto que o cinema tornou-se um bom entretenimento, entretenho-me mais procurando outra coisa para fazer.