Há desafortunados que chegam à vida adulta desprovidos da experiência da lealdade, a qual, se refletirmos bem, não costuma ser comum. Contudo, aquele que teve a sorte de viver as circunstâncias necessárias para assimilá-la, tem de dar um passo adiante. Por mais que a valorize, por mais que através dela tenha incorporado lições importantes, é preciso que perceba sua insuficiência para sustentar uma relação. Excelente, sim; mas não mais do que pré-requisito. É voltar, pois, a São Tomás de Aquino, fortificado da experiência para lhe dar maior razão.
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Ironias à parte, temos muito de aprender…
Ironias à parte, temos muito que aprender não só com as lagostas, mas também com os chimpanzés e até com os ratos, uma vez que a ciência nos ensina que nossos materiais genéticos são praticamente idênticos. Quem diria que, afinal, as diferenças qualitativas são menores do que se supunha no tempo de Aristóteles, quando não havia ferramentas de medição, senão a mente. Agora, podemos tomar consciência de que o que difere um homem de um rato não é mais do que ilusão! Sem dúvida, é interessantíssimo esse inovador método da neurociência, que estuda animais para tirar conclusões sobre seres humanos. É o contrário do que faz a psicologia, que estuda seres humanos e tira conclusões sobre animais.
Mais de uma vez, entraram nestas Notas…
Mais de uma vez, entraram nestas Notas lamentos diante da injustiça. E entristece ver que, aparentemente, eles nunca cessarão. A modernidade facilitou muito o trabalho de odiar. Tornou os alvos mais visíveis, mais acessíveis e, sobretudo, beneficiou o agrupamento das hordas, sua atuação ao mesmo tempo sistemática e difusa, que facilmente acaba com uma reputação. Daí que repetidas vezes se observa o exemplo daquele homem bom, que dedicou a vida inteira ao estudo e, no fim da vida, quando os anos já lhe conferiram maturidade ao discurso, tem a vida destruída em resposta à sua sincera exposição. Que sirvam de consolo, ao menos, as palavras e o exemplo de Jesus.
Curiosamente, a influência e o sucesso…
Curiosamente, a influência e o sucesso o mais das vezes se acompanham da controvérsia, e esta da inveja, do ódio e da difamação. Tal norma se observa independentemente das personalidades e do cunho daquilo que se expõe ao público, o qual ama e odeia, admira e inveja. Polemistas a conhecem tão bem como santos e líderes espirituais. Conhecem-na o nobre e o canalha, o inflamado e o polido. Assim, buscar aqueles primeiros desconhecendo o curso natural das coisas é submeter-se a uma prova um tanto desagradável, da qual não parece ser possível escapar.