A evolução exige, repetidas vezes, a ruptura e a expansão do horizonte; o afastamento do passado e à abertura ao desconhecido. Crescem os que trilham novos caminhos, bebem de diferentes fontes, impedindo o viciar da própria natureza. A marca da genialidade é a captação de vínculos inesperados entre matérias aparentemente desconexas.
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O Estado é uma máquina tirânica odiosa
O Estado é uma máquina tirânica odiosa cujas funções resumem-se em decretar leis, forçar os cidadãos a engoli-las e punir quem se indisponha a fazê-lo. Seus meios são a opressão e o mando; seus recursos são quanto toma à força do indivíduo. Entre todos os deuses do panteão moderno, é este talvez o mais repugnante, cuja atuação nunca pode ser aprovada por aquele que aprendeu a valorizar honra e liberdade. Blasfemar contra esse monstro corruptor de almas e valores é dever moral.
Budismo é largar tudo e viver de esmolas
Tomaria o budismo integralmente como modelo de conduta caso o fazê-lo não incorresse em assumir um estado de dependência que a mim é intolerável. Budismo, à risca, é largar tudo e viver de esmolas. Disto a conclusão: se o livramento final exigir como passo obrigatório a sujeição completa a este mundo, ainda que temporariamente, nunca o experimentarei. É como se, desejando liberdade, fosse necessário, primeiro, submeter-se a pior e mais plena das escravidões. Pensando melhor, faço a correção: não tomaria o budismo integralmente porque, integralmente, qualquer coisa torna-se intragável.
Um processo evolutivo onde o falso perece
Se historicamente ocorre, como diz Thomas Carlyle, um processo evolutivo onde o falso repetidamente perece, é forçoso concluir que a sociedade está fadada a erigir e derrubar mentiras. Do contrário é perguntar: por que algo igualmente falso sempre sobrepõe-se à falsidade derrubada? Ou ainda: quantos milênios adicionais serão necessários para que o homem livre-se deste ciclo maligno? A nível coletivo, parece impossível qualquer esboço de solução.