Tão difícil quanto deixar que passem as disposições negativas, os rompantes e estados de espírito perniciosos como se fossem alheios à nossa natureza, é seguir a recomendação de Lavelle e “ne pas laisser flétrir, à ne pas gaspiller toutes les bonnes dispositions qui paraissent en nous par éclairs, mais au contraire à les retenir, à les mettre en œuvre et à les faire fructifier”. Assenhorear-se de si mesmo não é senão decidir conscientemente aquilo que passa e aquilo que deve permanecer. Para fazê-lo é preciso aliar uma atenção plena a uma orientação intransigente. Muito, muito difícil… No entanto, assim como a desatenção acarreta o descontrole, a displicência para com aqueles raros lampejos é rejeitar a associação íntima que eles possibilitam, mas não se concretiza sem uma ativa resolução.