Todo planejamento de longo prazo envolve a aceitação do sentimento nem um pouco ameno que seguramente brotará durante o processo, e parecerá fazer de tudo para que o plano seja logo abandonado, uma vez que a meta se encontra muito distante e talvez seja melhor empregar-se em algo mais gratificante. O pior, sem dúvida, é quando o planejamento não almeja senão criar condições para que um outro plano seja executado, e este outro, somente, parece ter verdadeiro valor. Aqui, sente-se todo o peso do universo, bloqueador de possibilidades, injusto e opositor; sente-se doer a estagnação aparente, a impotência perante o mundo, a incapacidade de fazer algo efetivo para acelerar o processo. E assim brota uma terrível frustração. Contudo, avançando-se mentalmente no tempo, visualizando o objetivo concluído, é possível munir-se da certeza de que tudo terá valido a pena. Mas é preciso, antes de tudo, inteirar-se do esforço requerido, pois nem todos estarão dispostos à suportar os dias ruins.