Uma das coisas mais belas no sistema oriental de mestre e discípulo, pelo qual o conhecimento vai transmitido individualmente numa linha sucessória que remonta a tempos imemoriais, é isto de o mestre sobreviver e viver no discípulo, sem anular-se e sem se sobrepor à personalidade do discípulo. Vamos lendo as histórias, vamos nos impressionando com as realizações de todos os mestres, e parece que nunca nos dá na cabeça a ideia de compará-los, a fim de determinar qual deles foi maior. Não há rivalidade; mas há, sim, uma tradição que vive em todos eles, e continua se manifestando sob novas formas, em resposta a circunstâncias específicas, através de atos individuais.