A história brasileira seria talvez a mais interessante do planeta se nascessem mais dois ou três Gilbertos Freyres, que concedessem ao público leitor duzentos ou trezentos anos analisados sob o prisma variadíssimo do gênio original. Não seria preciso cataclismos, proezas heroicas, êxitos milagrosos para torná-la intrigante: bastaria que, pelas vestes, pelos costumes, pelas preferências e convicções, ficassem evidentes a ascensão e a degradação do homem comum. “De que você brincava quando era criança?”, “O que fazia aos finais de semana?”, “O que lia?”, “O que pensava sobre isso ou aquilo?”… Este tipo de pergunta diz tudo, ou quase tudo, sobre o estado de uma civilização.