Certamente, não são de Góngora ou Lope de Vega…

Certamente, não são de Góngora ou Lope de Vega poemas como Salmo I, La hora de Dios, El buitre de Prometeo, Alborada espiritual, ¡Perdón!, Vencido, Las siete palabras y dos más, ou sonetos como Al destino, Fe e Resignación. E se, neles, Unamuno mostrou-se “mais filósofo que poeta”, qual seria, pois, a qualidade poética de que tais versos carecem? Ou ainda: em qual sentido a verve poética daqueles autores seria superior à de Unamuno? A verdade é que, nos referidos poemas, a expressão não poderia ser mais vigorosa, nem a motivação mais autêntica. E se isso não coloca Unamuno no primeiro escalão dos poetas espanhóis, talvez seja conveniente criar um novo grupo para inseri-lo — e será este o grupo dos poetas cuja leitura é mais significativa para o leitor.