Ortega y Gasset, Antonio Machado, Pío Baroja…

Ortega y Gasset, Antonio Machado, Pío Baroja… a literatura espanhola deu-me leituras memoráveis. Nenhuma, contudo, provocou-me sentimento parecido ao que experimentei após o contato com Unamuno, o qual pareceu-me um familiar. Há, nas letras, casos assim: uma fronteira separa a admiração, a empatia, o apreço, deste sentimento inconfundível de identificação. E é sempre especial ver num autor um membro da própria espécie, cujas inquietações são aquelas intimamente sentidas, cuja expressão vocaliza algo que se poderia dizer. Raro, mas quando ocorre evidencia que não há individualidade intransmissível; sempre houve e sempre haverá semelhantes que, através da literatura, possam compreender.