De súbito, o pensar ela penetra…

O pensar ela penetra

De súbito, o pensar ela penetra,
Abafa a voz interna em seu ruído,
E a confusão mental ela perpetra…
Sê forte pobre espírito oprimido!

Pois dá-se por concentração o esforço,
O cérebro a si mesmo apela, incita,
Mas ela faz talar qualquer reforço,
Invade e estoura em mente essa maldita!

Pois, camarada, escuta: é impossível!
Sempre qu’em algo fores concentrar-te
Verás ela irromper, cheia e audível!

Na Terra seja, em Júpiter ou Marte,
Onde estiveres, a infernal emana;
Ela atribula sempre: a voz humana!

(Este poema está disponível em Versos)

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