Deixar de iludir-se é deixar de viver

Deixar de iludir-se é deixar de viver

Duas quadras do belíssimo poema Desilludido, de Raimundo Correia:

« Fausto! Que vens buscar aqui, sceptico e triste?
Suffocaste no seio o amor; que resta mais?
Na eschola onde, um por um, os sonhos consumiste,
Entraste vivo outr’ora e hoje cadáver sahes!

« E’s um morto! Como ha de a loura Margarida
Teus lábios ao calor do seu beijo aquecer?
Perdendo as illusões, também perdeste a vida,
Pois deixar de illudir-se é deixar de viver!

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