Deixar-se envolver na teia de afazeres…

Deixar-se envolver na teia de afazeres e responsabilidades da vida mundana praticamente sela, pelo tempo que este estado perdura, a possibilidade de que a mente perceba o quanto se está a desperdiçar. Só poderá percebê-lo depois, com sorte, quando o desperdício já estiver consumado. O positivo da situação é que o aprendizado costuma demandar o erro experimentado em ato pessoal; quer dizer: primeiro o deslize, depois a lição. Sem desperdiçar-se temporariamente, a mente não assimila as consequências concretas de fazê-lo. Mas ocorre que, após certo ponto, o que havia de instrutivo ou foi assimilado, ou se provou inócuo, e a mente ou decidiu transformar-se, ou aceitou encerrar-se num ciclo interminável de repetições.