Se, às vezes, o atributo competitivo em adultos revela uma personalidade um tanto imatura, é inegável que todo adulto necessita ter como bagagem a experiência da competição. Daí o principal valor educativo dos esportes, que, se bem que possam entregar outros benefícios pela prática contínua, ensinam o mais valioso nesta primeira assimilação. Sem tal experiência, o sujeito entra na vida adulta completamente despreparado, e muitos dos problemas psicológicos que terá de enfrentar seriam de antemão eliminados caso tivesse vivenciado o que é competir, falhar e vencer.
Categoria: Notas
O momento do adeus é sempre marcante…
O momento do adeus é sempre marcante e significativo, pois assinala não somente uma mudança, mas o ponto sem retorno, após o qual a circunstância ultrapassada, importantíssima ou não, viverá somente na memória. As lágrimas usuais evidenciam a consciência do irreversível, e frequentemente a valorização daquilo que se viveu. É bonito e é relevante, chegando a parecer que, sem tal experiência, nunca se assimila deveras a importância do que houve e, quiçá felizmente, nunca mais haverá.
É impressionante o quanto se pode aprender…
É impressionante o quanto se pode aprender com os símbolos, o quão mais poderosa se torna a imaginação com o seu estudo, embora não se consiga, ou simplesmente não se possa fechá-los num conhecimento prático definitivo. Haverá sempre uma porta aberta, sempre possibilidades a serem notadas, que talvez contrastem com aquilo que se julgou aprender. Assim que o estudo, por mais profundo que seja, é sempre inconclusivo, visto que um símbolo nunca se pode exaurir. Mas compensa, e com ele a imaginação atinge um novo patamar.
O desejo de libertação de um meio opressivo…
O desejo de libertação de um meio opressivo é frequentemente gerador de uma força tremenda e decisiva. Através dele a personalidade alcança um nível de solidez incomum, sentindo-se como incorruptível quando a opressão atenua, ou quando se aprende a superá-la com menor fricção. Então se pode vislumbrar alternativas. Às vezes, é possível criar um novo meio, ou ao menos esforçar-se por fazê-lo, algo cujos efeitos podem reconfortar. Quando não é possível, também não faz mal: a opressão, quando não demasiadamente sentida, acaba por fortalecer.