O indivíduo repele o grupo

O homem capaz de enxergar a singularidade de sua existência jamais será capaz de aderir a nenhum tipo de grupo organizado, exceto por interesse. As circunstâncias que lhe formaram o caráter e moldaram-lhe a personalidade, erros, fracassos, arrependimentos… tudo isso somado inviabiliza qualquer senso de pertencimento coletivo. Aderir a um grupo é simplificar a complexidade da própria experiência, desonrando-a, diminuindo o valor das lições que aprendeu à força, sendo indigno da própria resistência.

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O homem faz sempre e necessariamente mau uso da liberdade

De Emil Cioran, em tradução livre:

O homem faz sempre e necessariamente mau uso da liberdade. Disso provém que todos os regimes que se fundamentam e afirmam-se nela estão condenados à ruína.

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Fadiga

Fadiga, esgotamento total. Sensação de ter visto todos os exemplos cedo demais. Condutas demasiado previsíveis, desinteressantes… Nada de novo, nunca. Repetição que começa a irritar. Desencanto absoluto, desejo de paralisar o tempo, negrejar todas as cores, anular a realidade…

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Tirania sem fim

Buscar sentido através de fenômenos externos é mecanismo que, apesar de comum, jamais levará o ser à independência. Atrelar-lhe o valor a juízos incontroláveis, quando não simplesmente injustos, é nivelar-se por baixo e evidenciar carência de autonomia. Pior é ver que a aceitação, quando efetivada, não faz senão apontar os tipos de rebanho — maioria absoluta — que, apesar de não perceberem, jamais deixarão a condição de vassalos, porquanto enxergar o meio como soberano é submeter-se a uma tirania sem fim.

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