Tirania sem fim

Buscar sentido através de fenômenos externos é mecanismo que, apesar de comum, jamais levará o ser à independência. Atrelar-lhe o valor a juízos incontroláveis, quando não simplesmente injustos, é nivelar-se por baixo e evidenciar carência de autonomia. Pior é ver que a aceitação, quando efetivada, não faz senão apontar os tipos de rebanho — maioria absoluta — que, apesar de não perceberem, jamais deixarão a condição de vassalos, porquanto enxergar o meio como soberano é submeter-se a uma tirania sem fim.

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Entre humildade e vergonha

De início, sentar-se voluntariamente no banco dos réus. Então proceder com a própria condenação. O resultado óbvio: a contraindicação de si mesmo. Perda das ilusões, talvez alguma apatia, silêncio e muitas horas de reflexão. Assim, entre humildade e vergonha, é possível traçar algum plano de ação…

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Todo ataque de natureza moral é, antes, um testemunho da vaidade

Todo ataque de natureza moral é, antes, um testemunho da vaidade. Quem ataca considera-se moralmente superior ao atacado. Quando executado em massa, porém, não só a vaidade manifesta-se, como a covardia e, quem sabe?, um certo sadismo, natural aos membros da insigne espécie quando incapazes de controlar-lhes os impulsos mais perversos. Destes, espera-se o que se espera de uma hiena: o sorriso de escárnio e o sangue a escorrer pelos dentes.

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Quero crer que a glória está no livre-arbítrio

Quero crer que está, no livre-arbítrio, a glória proveniente da guerra de fim conhecido. Através dele, e somente dele, é possível vencer — ainda que temporariamente, ainda que somente uma batalha… — a sinistríssima fortuna. Pensando desta forma, não consigo deixar de resumir o caráter qualitativo de toda a complexa e ambígua natureza humana num único elemento: a volição.

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