Hoje, vamos de Kierkegaard:
Este é o padrão para saber qual a disposição mental que habita num homem: que distância há entre o que ele compreende e o que ele realiza, quão grande é a distância entre o seu compreender e o seu agir.
Hoje, vamos de Kierkegaard:
Este é o padrão para saber qual a disposição mental que habita num homem: que distância há entre o que ele compreende e o que ele realiza, quão grande é a distância entre o seu compreender e o seu agir.
Sinto, em mesma intensidade, atração e repulsa pela academia. Certamente, não é lugar para a minha espécie. Mas impressiona o número de mentes brilhantes que se acabam perdendo em troco de “integração”. Convenções, protocolos, hierarquias… tudo isso a minar, tolher criatividades, num ambiente onde o prêmio possível parece limitar-se ao reconhecimento. Fundamentar a obra de uma vida na esperança de aplausos? um cargo melhor, talvez? Parece frágil… No fim de tudo, esse caminho conduz a uma tremenda frustração.
Não há sociedade que resista e prospere desprovida de uma forte base cultural. Um país jovem é naturalmente instável. E um país que rompe com as próprias origens, ou as apedreja, tentando apagar-lhe o passado, caminha em direção ao colapso. A destruição cultural implica, necessariamente, a degradação moral em massa. Nada há de mais devastador a uma sociedade do que uma tentativa de “reescrever a história”.
De Henri Bergson, em tradução livre:
Se consciência significa memória e antecipação, é porque consciência é sinônimo de escolha.